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Conferência 1º de Junho
Os dirigentes sindicais de todo o País da Força Sindical, CUT, NCST, CTB e CGTB aprovaram na Conferência da Classe Trabalhadora realizada hoje (dia 1), no estádio do Pacaembu, em São Paulo, um documento contendo propostas que os trabalhadores querem que sejam implementadas no País e que será entregue aos presidenciáveis. Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, a Conferência foi “um encontro histórico que irá fortalecer a unidade de ação das centrais com definição das propostas da classe trabalhadora voltada para o desenvolvimento”.
A Conferência começou às 10 horas, mas desde às 6 horas os sindicalistas se a movimentavam em frente ao Estádio do Pacaembu. Vieram caravanas do Norte, por exemplo, de Belém, que viajou 52 horas; da Bahia 36 horas; do Rio Grande do Sul e do interior de São Paulo, que passaram a madrugada viajando. Sob garoa fina e frio, eles participaram do ato exibindo bandeiras das centrais e dos sindicatos. Dirigentes sindicais mulheres, entre as quais Maria Auxiliadora dos Santos, Secretária Nacional da Mulher, leram o manifesto da Conferência.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna, coordenou a Conferência junto com os secretários-gerais de outras centrais. Ele declarou que uma das conseqüências da unidade das centrais foi o fortalecimento do mercado interno.
João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, defendeu o reajuste de 7,7% para os aposentados.
Direitos dos trabalhadores
Paulinho destacou a importância da unidade das centrais que vem sendo construída há muito tempo. “A unidade”, observou, “barrou a emenda 3, que permitia a contratação de trabalhadores como pessoa jurídica e com a tentativa dos empregadores de acabar com os direitos dos trabalhadores.
O presidente da Força Sindical ressaltou as marchas para aumentar o salário mínimo, e para aumentar o poder de compra dos aposentados, quando foi aprovada a emenda de sua autoria de fixa o reajuste dos aposentados com a correção da inflação mais 80% do PIB (Produto Interno Bruto).
O presidente da CUT, Artur Henrique, também citou as conquistas que foram frutos da unidade, como a política de valorização do salário mínimo e a correção da tabela do imposto de renda. José Calixto Ramos, presidente da NCST, disse que as centrais estão conscientes de que juntas podem chegar a um resultado satisfatório. Na visão de Antonio Neto, da CGTB, a Conferência representa a maturidade das centrais. Wagner Gomes, da CTB, declarou que o fracasso do neoliberalismo despertou para a luta por alternativas.
O vice-presidente da Força Sindical, Melquíades Araújo, destacou que é legítimo os trabalhadores buscarem seus direitos e a persistência na unidade das centrais. “Cerca de 90% da sociedade é composta de trabalhadores e, portanto, somos a maioria. É preciso mudar a atual situação, pois o Congresso Nacional tem poucos parlamentares que representam os trabalhadores e a maioria representa a elite. “Eles (a elite) é que precisa ser submissa à maioria”, disse.
A Conferência acontece num momento importante caracterizado pelo crescimento sustentado da economia e pela afirmação do papel positivo do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira.
Os trabalhadores propuseram no documento caminhos pelo desenvolvimento, com crescimento sustentado, contras as desigualdades sociais, pela ampliação dos direitos dos trabalhadores e geração de novos postos de trabalho.